Medição de umidade de grãos será mais transparente e confiável

Produtores já podem exigir que equipamentos utilizados para determinar a umidade dos grãos sejam homologados pelo Inmetro


A umidade é um importante indicador de qualidade dos grãos, sendo um dos fatores que mais interferem na armazenagem. A colheita na hora certa e os processos de amostragem e análise para determinar o verdadeiro teor de umidade e qualidade da soja e do milho permitem que o agricultor seja remunerado de forma justa e com maior transparência no momento da classificação dos grãos. Além disso, na etapa de armazenagem, é preciso ter cuidados para preservar a qualidade do produto (produtores podem resgatar serviço de armazenagem e medidores de umidade por pontos na Rede AgroServices, confira aqui).

Embora existam no mercado equipamentos consolidados para a classificação da soja e do milho, na prática, às vezes esse processo ainda é permeado por inseguranças. “A umidade é um dos fatores de maior discussão durante a entrega do produtor, beneficiamento, secagem e entrega para a indústria. É um assunto muito polêmico”, afirma Diogenes Julio Huzar Novakowiski, coordenador de grãos da Castrolanda. “Em algumas situações é complicado porque observamos diferentes resultados para umidade conforme o determinador de umidade que é utilizado. O produtor rural sempre se preocupa com isso porque impacta diretamente no bolso dele.”

 

Medição confiável

A boa notícia é que essa insegurança deve ter fim a partir deste ano. Na prática, está virando realidade a regulamentação que exige uma aprovação técnica para a comercialização de instrumentos destinados às operações de comercialização de grãos. De acordo com Novakowiski, a mudança vai pôr fim nas disparidades nos resultados de medição de umidade de grãos. “Hoje eu vejo uma luz no fim do túnel porque a nova norma que está em vigor exige que todo determinador de umidade deve ser homologado pelo Inmetro”, diz o coordenador de grãos da Castrolanda.

A norma criou uma padronização técnica dos medidores de umidade, com fiscalização pelo Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A regulamentação foi criada em 2013 por meio da Portaria nº 402, com prazo para as marcas fabricantes desses instrumentos se adaptarem às novas exigências. Além disso, empresas e cooperativas que realizam transações comerciais de grãos tiveram que investir em equipamentos homologados.

A Castrolanda é um exemplo de cooperativa que já atende a norma. A comercialização da primeira safra 2018/2019 representará a estreia dos novos equipamentos adquiridos recentemente pela cooperativa, todos com o selo do Inmetro. Novakowiski recomenda que o produtor aproveite a norma do Inmetro para fazer valer os seus direitos durante a classificação dos produtos. “O produtor deve buscar parceiros que passem transparência e credibilidade no processo de classificação. Agora o produtor terá mais segurança e pode exigir o selo do Inmetro nos equipamentos. Isso garante confiabilidade e transparência nos resultados de umidade”, diz Novakowiski.

 

Por que a umidade de grãos é tão importante?

O teor de umidade influencia na qualidade dos grãos. Quando a umidade é baixa, o grão seco corre o risco de sofrer avarias, como quebras que danificam o produto, além de perdas financeiras por peso. Por outro lado, grãos muito úmidos podem sofrer um processo de fermentação, favorecendo a proliferação de fungos. Além disso, quando a produção é colhida com umidade elevada, o produtor precisa investir recursos em secagem para poder comercializar sua produção.

Na região de Campos Gerais, no Paraná, as condições ideais de umidade para colheita da soja são entre 14% e 24% enquanto que para o milho a umidade aceitável fica entre 14% e 30%. “A recomendação para o produtor é que quando ocorrer o ponto de maturação do grão, colha o mais rápido possível porque o pior lugar para armazenar é o campo. O sol é a fonte mais barata de secagem, mas a dica é que o produtor não espere que sua produção venha secar na lavoura. Ele não deve deixar a produção no campo correndo riscos desnecessários por problemas climáticos e perdas de produtividade e qualidade”, diz Novakowiski. “No caso do milho, temos uma bonificação para incentivar o produtor a colher com umidade mais alta, acima de 24%.”

A Castrolanda busca atender os associados de forma transparente. Assim que o caminhão com a carga de grãos chega na cooperativa, os técnicos do controle da qualidade coletam amostras do produto seguindo a metodologia da cooperativa e os grãos passam por todo o processo de classificação, assim é definido o saldo de produção do agricultor na conta da cooperativa. Em seguida, o produto passa pelo processo de limpeza e secagem antes de ser armazenado.

O produtor paga à cooperativa pelos serviços de recepção e secagem de acordo com a umidade dos grãos, sendo o serviço de armazenagem pago com taxas que variam de acordo com o volume de grãos e período armazenado nos silos. A comercialização da produção é realizada com suporte do departamento comercial da cooperativa, que auxilia o produtor a realizar as vendas no melhor momento.

Atualmente, a cooperativa conta com uma capacidade estática para armazenar 480 mil toneladas de grãos em silos metálicos e graneleiros, distribuídos em sete unidades, localizadas no Paraná e em São Paulo. A armazenagem realizada de forma adequada, com maior atenção à umidade, temperatura e controle de pragas garantem a manutenção das condições sanitárias para que os grãos mantenham as suas características de qualidade.

Para os produtores que possuem armazenagem própria na fazenda, a dica é reforçar os cuidados com a manutenção dos silos, como por exemplo com a limpeza adequada utilizando vassoura e água pelo menos uma vez ao ano. Segundo ele, é importante adotar boas práticas, como as orientações técnicas do Manejo Integrado de Pragas de Grãos e Sementes Armazenadas (MIP Grãos/MIP Sementes), da Embrapa.

Além disso, Novakowiski recomenda adotar instrumentos de classificação modernos e contar com ajuda de profissionais especializados e experientes em classificação de grãos. “O silo é o caixa-forte do produtor, todo o resultado dele está dentro da unidade de armazenagem. Qualquer erro pode deteriorar o produto armazenado e gerar problemas financeiros significativos ao produtor”, diz Novakowiski.

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A Rede AgroServices oferece várias ofertas de serviços de armazenagem de grãos e medidores de umidade que podem ser resgatados por pontos na plataforma digital.

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