5 tendências para o digital farming

Elas foram apontadas em estudos e experiências recentes sobre utilização de novas tecnologias na agricultura


Digital farming é o nome dado a tecnologias inovadoras que utilizam computador, internet, celular, sistemas de geolocalização e outros recursos da informática para aumentar a eficiência da agropecuária. Faz parte desse universo as soluções de agricultura de precisão, imagens geradas por satélites, drones e sistemas que analisam milhões de dados em busca de padrões estatísticos – o chamado big data. Confira algumas tendências em relação a esses recursos:

O AVANÇO DA AGRICULTURA DE PRECISÃO: Na Europa, 60% dos produtores acreditam que, em 2030, será muito difícil competir sem contar com recursos de agricultura de precisão para reduzir custos e aumentar a produtividade. O dado foi obtido em pesquisa da consultoria Boston Consulting Group (Crop Farming 2030).

SOLUÇÕES NA PALMA DA MÃO: Outro estudo, conduzido pela IBM Research, mostrou que a agricultura de precisão, que no passado se baseava principalmente em equipamentos e sistemas grandes e caros, caminha cada vez mais para soluções compactas, como os aplicativos para smartphone.

80% DOS DRONES NO CAMPO: Os drones podem ter várias funções no campo, como fotografar áreas remotas, ajudando a identificar pragas ou doenças; aplicar defensivos com precisão em pequenas áreas; ajudar a tocar o rebanho, (veja neste vídeo ). O Bank of America Merril Lynch, um dos mais renomados mundialmente, prevê, em seu relatório Robotic Revolution, que, entre 2015 e 2025, o mercado pode destinar até 80% dos drones para atividades agrícolas. Os especialistas acreditam que, em um primeiro momento, a aplicação mais importante será a obtenção de informações sobre solo e plantação. “O drone se tornará uma ferramenta essencial para agilizar a coleta de dados”, prevê Ricardo Balardin, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e consultor do Instituto Phytus.

MAIS UVA COM MENOS ÁGUA: Na Califórnia, um experimento recente envolveu a gigante IBM e a vinícola E & J Gallo, uma das maiores exportadoras de vinho da região. A parceria teve como objetivo criar um sistema de irrigação variável que permite definir e aplicar quantidades de água específicas para pequenas áreas (de 15 por 15 metros). O resultado, como mostrou reportagem da revista americana Fortune, foi um aumento de 26% na produção com uma redução de 25% no consumo de água. A mesma reportagem cita também outro projeto de digital farming que a vinícola implantou recentemente, baseado no uso de imagens de satélites para analisar a saúde das videiras.

PREVISÕES BASEADAS EM DADOS: As modernas tecnologias de informação geram e permitem armazenar os mais variados históricos de dados: condições do tempo em diferentes áreas, compras de produtos agrícolas por região ou cliente, imagens de satélite, dados de venda da safra, pesquisas na internet etc. A promessa do chamado big data é confrontar volumes gigantescos de dados como esses em busca de padrões estatísticos que tragam revelações valiosas para a agricultura, como a previsão do brix (índice de açúcar) de uma fruta ou o risco de pragas e doenças com base em dados atuais e históricos de solo, clima e compra de defensivos na região. A consultoria McKinsey acredita que o big data, como é chamada essa tecnologia, trará ganhos bilionários para as culturas de soja, milho e trigo brasileiras na próxima década. “Essa tecnologia vai permitir ao produtor fazer um mapeamento do que está por vir a partir do histórico de safras anteriores”, explica o professor Balardin. “Quanto mais produtores compartilharem dados de sua propriedade, mais refinadas serão as análises e as previsões. Todos só têm a ganhar”.

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