Melhorias no manejo permitem atingir a máxima produtividade da soja

Produtores participantes do Projeto UAI recebem consultoria especializada durante toda a safra

O agricultor goiano Guilherme Pontieri estava acostumado com uma colheita em torno de 62 sacas de soja por hectare na fazenda Rancho Alegre, localizada em Goiatuba (GO). Na safra 2015/16, a produtividade saltou para 75 sacas por hectare. Na temporada 2016/17, a lavoura atingiu 91 sacas por hectare. Essa média de produtividade se manteve na safra 2017/18, apesar das condições climáticas desfavoráveis para a produção de grãos na região goiana.

Essa evolução na produtividade da soja não ocorreu como num passe de mágica. Trata-se de um projeto com o propósito de aperfeiçoar continuamente o manejo da cultura. “Identificamos gargalos de produção e definimos estratégias para buscar a máxima produtividade da soja”, conta o agricultor. Pontieri faz parte do Projeto União dos Agrônomos Independentes (UAI) pela quarta safra consecutiva na temporada 2018/19. Para participar novamente da iniciativa, antes do início da safra, Pontieri resgatou o Projeto UAI na Rede AgroServices, por meio da troca de pontos Bayer (confira as ofertas aqui). “O preço em pontos é irrisório em comparação com o benefício que se tem com o projeto”, opina o agricultor.

Com o projeto, Pontieri recebe visitas de consultores que prestam assessoria técnica e ele recebe apoio integral durante toda a safra para planejar a produção, melhorar o manejo e colher mais. “É feita toda uma programação de manejo para a safra, desde o manejo nutricional, passando pelo manejo de doenças e pragas e até regulagem de máquinas”, conta o agricultor. Atualmente, Pontieri cultiva 1.200 hectares com soja, sendo que 50 hectares são monitorados constantemente pelo UAI, servindo como área modelo para o manejo da oleaginosa na Fazenda Rancho Alegre.

 

Manejo aprimorado

De acordo com Guilherme Pontieri, uma das grandes conquistas durante as primeiras três safras de trabalho com o UAI foi a melhoria das condições de solo. Como resultado, a soja passou a enfrentar melhor os períodos de seca ou marcados por chuvas irregulares e isso explica a preservação da boa produtividade na safra 2017/18. “Melhoramos muito o perfil de solo e isso aumenta a absorção de água. Tivemos anos com pouca chuva e mesmo assim conseguimos colher bem, o resultado foi positivo”, conta o agricultor.

Os consultores do Projeto UAI recomendaram a plantação de culturas de cobertura e Pontieri apostou na braquiária após a colheita da soja, ciente de que o sistema radicular da braquiária auxilia na oxigenação do solo e reduz a compactação. Aliado a isso, foi feito um amplo trabalho de calagem. “Na minha opinião, o que realmente impactou no aumento da produtividade foi a descompactação do solo e a incorporação de calcário em profundidade. Essas foram as medidas principais, depois vieram a aplicação de enxofre, magnésio e fosfatagem”, conta Pontieri.

Além da correção de solo pré-plantio, Guilherme Pontieri também observou melhorias no manejo nutricional das plantas ao longo das três safras acompanhas pelo Projeto UAI. “Tivemos uma evolução muito grande no manejo de adubação foliar com micronutrientes. Fizemos um manejo com hormônios promotores de crescimento e eu ganhei muito conhecimento com relação a essas estratégias”, diz o agricultor.

 

Integração lavoura-pecuária

De acordo com Pontieri, o Projeto UAI trouxe o melhor modelo de negócio para a fazenda, colocando a soja no topo da lista de prioridades. “O que está acontecendo hoje é que os produtores estão dando muita importância para a safrinha de milho, então se planta soja de forma rápida, com variedades de ciclo superprecoce que muitas vezes são menos produtivas”, opina Pontieri. “O projeto UAI me fez tentar aumentar a produtividade de soja, até pensando em abrir mão da safrinha. A visão é olhar para a safra principal, o foco do trabalho é priorizar a soja.”

De acordo com o produtor, os ganhos em produtividade com a soja garantem boa rentabilidade na fazenda. Além disso, com a introdução da braquiária no sistema de produção da soja, Pontieri teve a oportunidade de apostar mais na Integração Lavoura-Pecuária. A produção de soja favorece a plantação de braquiária que, por sua vez, beneficia o solo e garante pastos mais produtivos para alimentar o gado. É um ciclo de benefícios. “A braquiária se desenvolve melhor e isso sem dúvida favorece a pecuária”, diz Pontieri.

 

Consultoria especializada

O produtor está otimista com a continuidade do atendimento do Projeto UAI. “Os consultores são pessoas com muito conhecimento, que realmente vão para o campo e trazem ideias inovadoras. Isso agrega muito. Estou satisfeito com o Projeto UAI e recomendaria com certeza”, diz Pontieri. “Eu me identifiquei muito com o que foi proposto para ser feito no manejo, acreditei e estou colhendo os bons resultados.”

Segundo o agricultor, as lavouras de soja estão se desenvolvendo bem e a safra 2018/19 deve registrar aumento de produtividade. “Com tudo que aprendemos nos últimos anos, nesta safra estamos fazendo um importante ajuste fino de manejo. Fizemos ajuste de população de plantas, de correção de fósforo, na escolha da variedade adequada de soja e melhorias no plantio com um melhor ajuste da plantadeira”, afirma Pontieri. “Até agora já fizemos muita coisa e acredito que esse ajuste fino vai aumentar a produtividade.”

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COPYRIGHT © BAYER S.A - Última atualização: 13/06/2019 (1.0.2895)