6 fatores que impactam na produtividade da cana

Confira orientações para aperfeiçoar o manejo do canavial

A produtividade da cana deve registrar, em média, 72.671 kg/ha na temporada 2018/2019, de acordo com o primeiro levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As médias brasileiras têm se mantido abaixo de 80 toneladas de cana por hectare devido ao envelhecimento dos canaviais, a baixa taxa de renovação das lavouras e carências em tecnologia. No entanto, é possível encontrar canaviais produtivos que atingem colheitas de 120 toneladas por hectare. Para auxiliar no aumento de produtividade da cana, a Bayer oferece serviços agronômicos que podem ser contratados por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices. Ainda não faz parte da Rede? Clique aqui e cadastre-se!

De acordo com o agroespecialista Luiz Carlos Tonon, há muitas recomendações técnicas para melhorar o manejo, como, por exemplo, conhecer melhor o potencial da variedade de cana e utilizar maturadores corretamente. Na Rede AgroServices, Tonon oferece consultoria para o manejo de pragas (confira ofertas de agroespecialistas aqui). “O serviço ajuda o produtor através de consultores especializados em cada área, metodologias e recomendações de medidas de controle”, explica Tonon. Confira abaixo 6 recomendações agronômicas com foco na produtividade.


1 – Manejo de solo

Realizar amostragens de solo e repor os nutrientes de acordo com o receituário agronômico são etapas importantes que deixam as terras mais férteis e preparadas para o plantio da cana. Para adotar um manejo que eleve a produtividade da cana, Tonon cita algumas boas práticas. “Identificação dos ambientes de solos, correções químicas necessárias, preparo de solo, planejar rotações de culturas, escolher variedades recomendadas para o ambiente de solo”, diz o agroespecialista. 


2 – Plantio da cana

O plantio é uma fase delicada. Para a implantação de um canavial sustentável, com bom custo-benefício e que atinja boas produtividades por até 7 cortes, o produtor precisa investir adequadamente em diversos fatores. “É recomendável o uso de mudas de boa qualidade, boa identificação das pragas na área, adubação e controle de plantas daninhas e época de plantio”, diz Tonon. 


3 – Controle de pragas

As pragas são responsáveis por grandes perdas na produção. Para evitar esse problema, é recomendável que o produtor aperfeiçoe o controle. Entre as sugestões do agroespecialista Luiz Tonon, é importante realizar a avaliação através de amostragens para identificar as principais pragas e direcionar o controle mais adequado, com as doses recomendadas na formação do canavial. No controle da broca, o produtor pode adotar armadilhas de monitoramento. “O uso de armadilhas com feromônio é uma ferramenta muito interessante, que no futuro vai substituir as amostragens no interior dos talhões. Mas isso ainda depende de mais resultados e pesquisas para se adequar às recomendações de controle”, afirma Tonon.

A broca da cana, que é umas das pragas mais destrutivas no canavial, exige que o agricultor esteja atento no monitoramento. É importante identificar corretamente as áreas com problemas e avaliar os métodos de controle da broca já utilizados na fazenda. Com isso, o consultor pode ajudar o produtor de forma precisa. “Recomendamos o uso mais adequado para a situação, seja biológico ou químico”, diz o especialista.

Produtos biológicos, com destaque para a liberação da vespa Cotesia flavipes para o controle da broca, são ferramentas importantes. Ainda assim, embora o controle biológico seja tradicional no setor e satisfatório, o método precisa ser acompanhado com cuidado para garantir bons resultados. “Sabemos que a eficiência no campo depende de vários fatores (qualidade do material, monitoramento da eclosão dos adultos, horário para liberação no campo, condições climáticas”, explica Tonon.

A cigarrinha das raízes é outra vilã perigosa que ataca os canaviais e gera perdas expressivas. Os prejuízos ocorrem, muitas vezes, por dificuldades de controle. “Os principais problemas relacionados ao manejo da cigarrinha das raízes são as amostragens realizadas nas áreas, pouco representativas, e principalmente a falta de confiabilidade nos números que são apresentados. Outro problema é não realizar os controles no momento certo, ou seja, no início da sua presença, no início do período chuvoso”, explica o agroespecialista. 


4 – Doenças e plantas daninhas

No caso do manejo de doenças, Tonon diz que o produtor deve buscar mais informações técnicas. “É preciso, com relação a variedade, ter mais informações, principalmente agora com a proibição da queima a palha que tem interferido em algumas situações, como é o caso do colletotrichum”, diz Tonon. Para melhorar o controle de plantas daninhas, ele recomenda aperfeiçoar a identificação das espécies invasoras. 


5 – Aplicação de agroquímicos

Problemas de manejo relacionados às aplicações tratorizada e aérea de defensivos químicos prejudicam o controle dos insetos-praga. As perdas muitas vezes ocorrem por causa de problemas na regulagem dos pulverizadores, escolha inadequada dos bicos (pontas) de pulverização, erros de preparo da calda e mistura. Para solucionar esses problemas, a Rede AgroServices oferece treinamento em aplicação (clique aqui para conferir a oferta por meio do resgate de pontos).


6 – Máquinas agrícolas

A eficiência das máquinas agrícolas no campo interferem muito na produtividade da cana. Máquinas desreguladas consomem mais combustível e geram falhas nas operações. Se um operador colher a cana em alta velocidade, por exemplo, pode causar estragos na soqueira, gerar perdas e comprometer as safras seguintes. Por isso, é importante investir em manutenção das máquinas e no treinamento dos operadores.

De acordo com o professor João Rosa (Botão), da associação Pecege, uma colhedora de cana vale, em média, R$ 1 milhão, e tem vida útil considerada baixa. “Em cerca de seis anos a colhedora fica depreciada, em função da intensidade da sua atividade no campo”, afirma o professor do Pecege. Já que a depreciação de maquinário impacta na produtividade da cana, o produtor precisa melhorar a gestão dos custos de maquinário. A associação Pecege oferece o serviço Diagnóstico dos Custos de Cana para resgate por pontos na Rede AgroServices (confira o serviço aqui).

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