Percevejo sob controle pode evitar perdas de 10 sacas de soja por hectare

Monitoramento de plantação de soja. Foto: Shutterstock.

Saiba como combater a terrível praga que causa queda de vagens, perda de peso dos grãos e até mesmo distúrbios hormonais na planta de soja

O percevejo-marrom é uma praga destrutiva e que precisa de maior atenção durante o manejo das lavouras de soja. Para se alimentar, o inseto perfura os grãos e vagens ainda em fases iniciais de desenvolvimento, provocando sérios prejuízos. A praga age de forma sorrateira, comprometendo expressivamente os resultados da safra.

Muitas vezes, quando o produtor percebe que o inseto se estabeleceu na lavoura, é tarde demais para derrotar o inseto. “O percevejo é uma das principais pragas que atingem a lavoura da soja e se o manejo não for realizado no momento e forma correta, a perda de produtividade e o impacto no bolso serão irreversíveis”, afirma Milena Pereira, Gerente de Estratégia de Serviços da Bayer.

Para reverter esse cenário, o produtor rural pode contar com o serviço Patrulha Percevejo, uma iniciativa exclusiva da Rede AgroServices e recomendado por mais de 90% da base de usuários. Clique aqui e veja as ofertas por meio do resgate de pontos (ainda não faz parte da Rede AgroServices? Conheça a plataforma e se cadastre aqui).

 

Entenda as fases do ataque

Antes do plantio da soja, os percevejos vivem uma fase chamada de “oligopausa”. É o momento em que a praga poupa energia para se manter viva. Quando a lavoura é implantada, a praga procura se reproduzir e deposita seus ovos nas folhas da soja. De acordo com Claiton Ribas, consultor de desenvolvimento de mercados da Bayer na região Centro-Sul, essa é a melhor hora para atacar a população de insetos, pois estão mais vulneráveis e estão com baixa população. “Começamos o monitoramento no momento em que acontece a multiplicação desses indivíduos”, diz Ribas.

À medida que as vagens de soja começam a se desenvolver, o percevejo começa a atacar ferozmente as plantas. “O percevejo tem um aparelho bucal que comumente chamamos de estilete. Para se alimentar, ele insere esse aparelho no fruto, injeta uma toxina e faz a sucção da seiva”, explica Ribas.

Nessa fase, porém, o controle da praga é mais desafiador porque as linhas de soja já se começam a se cruzar, tornando-se uma barreira. “O inseticida enfrenta uma barreira física das folhas de soja e ainda temos a habilidade da praga, porque os percevejos se escondem.”

De acordo com Ribas, o inseto pode ainda desencadear outros problemas. “Quando o inseto causa um ferimento na planta, isso se torna uma porta de entrada para outras doenças. Além disso, a planta vai direcionar sua energia para reverter o dano causado pela praga. Isso pode afetar a distribuição de nutrientes que seriam utilizados para o desenvolvimento da parte aérea da planta e enchimento de grãos”, afirma Ribas.

 

Grandes prejuízos

A partir desse momento, o resultado é irreversível. De acordo com Ribas, observa-se na lavoura a queda de vagens e os grãos picados pelo percevejo chegam a apresentar peso 40% inferior em comparação com grãos sadios. Com isso, a produtividade registra perdas que podem ultrapassar 10 sacas de soja por hectare.

Em alguns casos pontuais, o percevejo é capaz até mesmo de provocar retenção foliar, caracterizando o problema popularmente chamado de “soja louca”. Assim, durante a fase de colheita, a planta ainda apresenta folhas verdes. “Dependendo do nível de lesões que a soja sofre, quando há um ataque muito severo, a planta se desequilibra hormonalmente e pode ficar com retenção foliar”, explica Ribas.

Mas o problema, segundo Ribas, é que muitas vezes o produtor não percebe com exatidão os danos causados pelo percevejo e associa o prejuízo a outros fatores, como problemas causados por doenças, problemas climáticos e nutricionais. Somente um monitoramento eficaz focado no inseto pode reverter essa situação. “O diferencial do Patrulha Percevejo é que se trata de um projeto pioneiro, criado pela Bayer com o objetivo de mostrar para o produtor muitos danos que passam despercebidos”, diz Ribas.

 

Manejo inadequado

Embora o percevejo seja uma praga prioritária, especialistas acreditam que o manejo do inseto ainda fica em segundo plano. “Muitas vezes, o produtor não faz uma aplicação com o objetivo de eliminar percevejo. Sem saber o nível de infestação, ele acaba colocando o inseticida junto com a aplicação de herbicida ou de fungicida”, diz o consultor.

Segundo Ribas, isso é um problema porque a adequada regulagem da máquina, a escolha de pontas, o momento da pulverização e o volume de calda são diferentes para cada caso. “Precisamos fazer o produtor enxergar qual é o momento certo de controle do percevejo, pois é uma praga que vem tirando muita produtividade”, afirma Ribas.

 

A solução

De 25 a 30 dias após a emergência da soja, profissionais treinados realizam visitas semanais aos produtores e monitoram o nível de infestação de pragas nos talhões. O monitoramento é feito ao longo de 90 dias, com 10 a 12 visitas durante o ciclo da soja. Assim, o produtor recebe as informações que precisa para acompanhar a sua lavoura e otimizar suas aplicações onde e quando são realmente necessárias.

 

Alta tecnologia

De acordo com Tiago Nascimento, Gerente de Clientes Região Sul da Bayer, o monitoramento da praga é informatizado, por meio da adoção de um aplicativo para smartphones chamado “Patrulha do Percevejo”. Com o uso de plataforma, o prestador de serviço insere no sistema todos os dados coletados em campo, em tempo real. “A informação é compartilhada. Conseguimos informar a hora de monitoramento, mostrar imagens e o que ele encontrou”, explica Nascimento.

Os dados são atualizados com frequência, o que garante maior assertividade nas recomendações de manejo. “A grande vantagem de uma plataforma digital é a velocidade da informação, extremamente importante para adotar as medidas corretas no tempo ideal”, diz Nascimento.

O sistema é visual e indica, por meio das cores verde, amarelo e vermelho, o cenário de presença do inseto em toda a propriedade. Com mapas de calor georreferenciados, é possível informar o produtor sobre os talhões limpos de infestação, locais com início de pressão do percevejo e áreas com alta infestação. “O engenheiro agrônomo faz análises corretas e orienta nossos clientes com a melhor medida para o controle da praga”, diz o gerente da Bayer.

 

Manejo preciso

O principal benefício do serviço é ter acesso a dados para a tomada de decisão mais assertiva e rápida de quando e onde é necessária a aplicação de inseticida. “O monitoramento é feito semanalmente até a colheita da soja, com acompanhamento de praticamente todo o período de maior risco de dano. A Bayer é referência nessa abordagem e solução para os clientes”, diz o gerente. “O grande alvo de preocupação é o percevejo-marrom, mas durante o monitoramento também se pode observar outros pragas e a Patrulha pode auxiliar na tomada de decisão sobre outras pragas como lagartas.”

O produtor conta com o profissionalismo da equipe que presta o serviço. “Os prestadores montam a equipe especializada, os patrulheiros recebem treinamento e seguem a metodologia da Embrapa para a soja e do Iapar para o milho. Eles também recebem todas as instruções para realizar a coleta dos dados com os tablets e possuem as motos para chegar a cada um dos talhões que o cliente deseja monitorar”, afirma Milena.

 

Patrulha Percevejo protege o milho

O milho, cultura alvo do percevejo barriga-verde, também é atendida pelos patrulheiros. Por se tratar do ataque de outra espécie de percevejo, o ciclo de vida do inseto e a metodologia de controle são diferentes. Nas lavouras de milho, quando a semente emerge, ela já vira alvo do percevejo barriga-verde.

A praga causa danos diretos na planta que ficam logo evidentes para o produtor. “A planta fica dominada, gera perfilhos e não cresce”, diz Claiton Ribas. De acordo com o consultor, é importante diagnosticar a presença do inseto logo após a colheita da primeira safra de soja e planejar o controle com antecedência. “Os cuidados de manejo são os mesmos, mas com intervalos do monitoramento são menores”, diz ele.

O serviço Patrulha Percevejo atende os produtores de milho de forma intensiva, de acordo com o gerente Tiago Nascimento. “O milho precisa de um monitoramento muito rápido, a frequência de monitoramento é de 4 a 5 dias”, diz Nascimento. Por outro lado, como a praga causa danos durante a fase inicial da lavoura, diferentemente da soja, não é necessário que o manejo ocorra até o momento da colheita. O acompanhamento ocorre entre 25 e 30 dias. “É um período muito curto em que o produtor precisa ficar extremamente atento. O monitoramento é o mesmo, a única coisa que muda é o alvo, a praga percevejo barriga-verde, e a metodologia com uma frequência menor de visitas”, explica Nascimento.

 

Sucesso entre os produtores

O Patrulha Percevejo está fazendo sucesso especialmente em Mato Grosso e no Paraná. Com início das atividades em 2016, até a safra 2017/2018, mais de mil produtores de soja e milho foram beneficiados pela iniciativa, com uma área total atendida que atingiu a marca de 600 mil hectares monitorados. “O Patrulha Percevejo tem um valor muito grande pois nos ajuda a levar uma solução integrada aos nossos clientes, com serviço, produto e dados para apoiá-los no combate ao percevejo. É tecnologia aliada à sustentabilidade e comodidade”, afirma Milena.

A pesquisa de satisfação realizada com a base de clientes usuários do Patrulha Percevejo mostrou que, dentre os respondentes, 99% estão satisfeitos e recomendam o serviço. “O Patrulha Percevejo é um dos nossos campeões de satisfação. Enxergamos que é um serviço que realmente agrega valor para o produtor e, por isso, queremos expandir para que mais clientes tenham acesso a essa solução exclusiva da Rede AgroServices”, diz Milena.

 

Quem pode participar?

Atualmente, o Patrulha Percevejo oferece atendimento por meio de 10 parceiros cadastrados na Rede AgroServices, sendo possível monitorar plantações localizadas em todo o Brasil. “Expandimos o número de prestadores para conseguir levar esse serviço para mais regiões”, diz a gerente Milena Pereira. O requisito de área mínima para o atendimento varia, de acordo com o parceiro escolhido e o estado de prestação do serviço. Essas informações e mais detalhes sobre o serviço podem ser facilmente consultados no link aqui.

Para ser atendido pelo Patrulha Percevejo, basta que o agricultor tenha saldo de pontos acumulados na Rede AgroServices e resgate a área desejada do serviço na plataforma. Clique aqui para conferir todas as ofertas do projeto.

COPYRIGHT © BAYER S.A - Última atualização: 6/12/2016 (1.0.2365)