Seis mitos e verdades sobre a carne de frango

A avicultura usa hormônio? frango caipira é mais saudável? aqui, grandes especialistas tiram essas e outras dúvidas comuns da população

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne de frango. Em 2015, o setor produziu 13 milhões de toneladas, consumidas internamente e exportadas para 150 países, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O alimento é uma das principais fontes de proteína dos brasileiros, que consomem, em média, 43 quilos de frango por ano.

Mas parte da população tem dúvidas sobre aspectos nutricionais do alimento. Muitos acreditam que as granjas dão hormônio às aves para acelerar o seu crescimento. Ou que o frango caipira é mais nutritivo do que o produzido em escala industrial. Para esclarecer essas dúvidas, pedimos a grandes especialistas para analisar seis afirmações recorrentes sobre a qualidade da carne de frango e responder se são mitos ou verdades. Confira!

 

As granjas dão hormônio aos frangos para acelerar a engorda.

Mito: Segundo João Palermo Neto, professor titular da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, não há uso de hormônios em frangos no Brasil – nem no exterior. “Frangos crescem mais devido à seleção genética, sanidade e excelente nutrição”, diz. “Além disso, seria inviável usar hormônios de crescimento, uma vez que eles demoram cerca de 60 dias para começar a agir no organismo da ave, enquanto seu abate é feito em cerca de 42 dias”, explica.

 

Frango caipira é mais saudável.

Mito: Segundo nutricionistas, não há diferenças com relação ao teor nutricional. O frango de corte é abatido entre 38 e 49 dias de vida. Já o frango caipira cresce mais lentamente e é abatido entre 80 e 140 dias. Como o frango caipira é criado solto e gasta energia para sobreviver, isso aumenta o teor de fibras oxidativas na carne, deixando-a mais escura e um pouco mais dura. Mas, segundo Pedro Eduardo de Felício, consultor em Tecnologia de Produtos de Origem Animal e ex-professor da Faculdade de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os processos não interferem no teor de aminoácidos, minerais e vitaminas. “É uma questão de diferença de sabor, não de qualidade”, diz.

 

A qualidade da carne depende do tipo de alimentação do frango.

Verdade: Para se ter uma carne de frango com boa qualidade é fundamental que a alimentação dos animais seja feita a partir de uma dieta balanceada. “A alimentação da ave deve ser à base de milho, farelo de soja e boas rações para garantir altos níveis de nutrição e qualidade da carne”, diz Felício.

 

O mundo reconhece a qualidade sanitária do frango brasileiro.

Verdade: A principal prova é o fato de o Brasil vender anualmente 4 milhões de toneladas do alimento para 150 países. O setor emprega 3,5 milhões de pessoas, incluindo 130 mil famílias proprietárias de pequenos aviários, que produzem em um sistema totalmente integrado com as agroindústrias exportadoras.

 

A indústria só aproveita a carne e desperdiça outras partes do frango.

Mito: Praticamente todas as partes são utilizadas. Miúdos, por exemplo, são usados na produção de embutidos. Cartilagem, ossos moídos, cabeça e pés tornam-se ingredientes de ração para animais de estimação.

 

Comer frango ajuda a perder peso e faz bem para a pele.

Verdade: Além de menos calórica, a carne de frango é rica em vitaminas e minerais, incluindo a vitamina B3, que comprovadamente aumenta o HDL, o chamado colesterol bom. Além disso, suas proteínas ajudam na formação do material genético, DNA e RNA e até nos músculos. Já as vitaminas do complexo B auxiliam na renovação das células e na manutenção da barreira natural da pele.

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