Análise HVI do algodão garante segurança para a venda do produto

Produtores podem contratar o serviço de classificação laboratorial por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices

A qualidade da fibra é um tema extremamente importante para o setor do algodão. A indústria depende da classificação da fibra para determinar o uso da matéria-prima. Uma fibra de excelente qualidade é usada para produzir tecidos delicados e sofisticados, por exemplo, enquanto que fibras de padrão inferior geram materiais mais rústicos. Já no campo, para o produtor, a qualidade da fibra é um assunto prioritário porque define a renda do agricultor. Quanto melhor for a fibra, maior será o seu valor.

Durante a venda do produto, os agentes de mercado levam em consideração várias características de classificação, como o micronaire, que determina a capacidade da fibra ser entrelaçada para a formação de fios, a futura textura do tecido e, consequentemente, a maciez ao toque.

As características físicas do algodão são reveladas durante a análise de qualidade da fibra, por meio de amostragem avaliada em laboratório. “A análise é muito importante para a precificação. Ela dá a base para a negociação entre vendedor e comprador, ela define se o comprador vai aceitar ou recusar o lote”, explica Eduardo Kuhlmann, líder da divisão AgriPortuária da América Latina da Bureau Veritas, multinacional francesa controladora dos laboratórios Kuhlmann. A multinacional tem 75 mil funcionários e opera em mais de 140 países.


Análise do algodão na Rede AgroServices

Para garantir uma comercialização justa do algodão, tanto para o agricultor quanto para o comprador, é importante que a análise laboratorial seja eficiente e confiável, utilizando equipamentos modernos. Logo após a colheita do algodão, o agricultor precisa buscar um prestador de serviço. Para auxiliar o produtor nessa contratação, a Bayer permite que a análise do algodão seja resgatada por meio de pontos na Rede AgroServices (confira as ofertas clicando aqui).


Tecnologia confiável

A tecnologia mais valorizada atualmente no mercado é a HVI (High Volume Instrument), um equipamento completo que identifica a resistência da fibra de algodão, comprimento, micronaire, índice de fibras curtas, alongamento, maturidade, grau de amarelamento e brilho.

O processo é totalmente automatizado. A máquina é capaz de analisar as amostras de algodão, pentear, separar as fibras e identificar os parâmetros por meio de sensores. A análise HVI respeita os padrões internacionais de classificação e é muito utilizada no Brasil e no mundo. “Devido às exigências de qualidade do mercado, o Brasil começou a ter que criar a estrutura HVI para as análises, pois foi se tornando praticamente uma obrigatoriedade. Já existiam alguns Laboratórios, porém sem escala e fomos pioneiros neste escalonamento com a implantação de 8 Laboratórios nas principais regiões Produtoras, iniciando o trabalho em 2004”, diz Eduardo Kuhlmann.

Porém, para operar corretamente, o ambiente laboratorial precisa ser adequado. A análise do algodão é muito sensível ao ambiente. Temperatura e umidade são decisivas na confiabilidade da classificação. “Para que a amostra do algodão seja analisada corretamente, ela precisa de um ambiente adequado de umidade e com temperatura padrão, o que exige tempo de climatização”, afirma o executivo. “Mas nós trouxemos uma tecnologia dos Estados Unidos, um moderno sistema de climatização rápida. Com isso, conseguimos entregar o resultado da análise em 24 horas.”

Uma novidade é a adoção de ferramentas de inteligência artificial para aperfeiçoar o processo. Desde novembro de 2017, a empresa está construindo um sistema que avalia o histórico das análises para aperfeiçoar o trabalho. “A inteligência artificial permite fazer um estudo comportamental de resultados das amostras. Quando o resultado sai do padrão de comportamento, podemos alertar o cliente”, explica Eduardo Kuhlmann. A Kuhmann é um dos maiores laboratórios de análise de algodão no Brasil. São três unidades em operação no Mato Grosso e uma unidade na região Oeste da Bahia, o segundo maior estado produtor da pluma. “Como a logística de entrega das amostras é muito importante para garantir a rapidez do resultado, a nossa área de atuação se concentra nos polos produtores”, diz o executivo.

De acordo com Eduardo Kuhlmann, a empresa tem capacidade para classificar 50 mil amostras de algodão por dia e atualmente atende cerca de pouco mais de 60% da demanda brasileira por análises. O algodão é enviado ao laboratório em malas de 50 ou 100 amostras, embaladas em papel kraft. Cada fardo de algodão é identificado com um número específico e cada amostra leva uma etiqueta com código de barras. O resultado da análise fica pronto em 24 horas, disponível para consulta na internet ou o certificado pode ser enviado ao produtor. 


Boas práticas agrícolas

Mesmo com equipamentos modernos no mercado, é sempre importante lembrar que a qualidade do algodão depende principalmente de fatores durante o ciclo de produção no campo. O comprometimento do produtor ao adotar o manejo adequado de pragas e doenças e outras boas práticas agrícolas são essenciais para garantir a colheita de uma pluma valorizada. “As colheitadeiras mudaram muito, houve uma evolução na colheita e na qualidade da fibra. O mercado foi exigindo melhorias e hoje a fibra brasileira é boa e muito respeitada”, diz Eduardo Kuhlmann.

COPYRIGHT © BAYER S.A - Última atualização: 6/12/2016 (1.0.2365)