Produtores de algodão se preparam para uma safra recorde

É preciso melhorar a gestão para garantir o sucesso da colheita e planejar a comercialização e escoamento dos produtos


Os produtores de algodão estão otimistas e esperando uma colheita farta na temporada 2018/2019, tanto na safra de verão quanto na safrinha. Há boas expectativas de mercado em relação aos preços internos e para exportação. O clima promete ajudar e quem se planejou com antecedência conseguiu ampliar a área cultivada. O grupo O Telhar, produtor de algodão, soja e milho em Mato Grosso, por exemplo, expandiu a área semeada com algodão de 12.400 para 24.500 hectares. No Brasil, a área total cultivada com algodão deve crescer 33% nesta safra, para 1,562 milhão de hectares, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em fevereiro.

O grupo O Telhar concluiu o plantio da safra de verão de algodão em dezembro de 2018 e as lavouras estão se desenvolvendo bem. Já a safrinha de algodão foi semeada em janeiro, logo após a colheita da lavoura de soja superprecoce. “Temos uma janela de cultivo excelente para o algodão e isso cria uma boa expectativa. Vejo condições de aumento de produtividade também, principalmente por causa da evolução genética das variedades”, afirma o diretor de operações do grupo O Telhar, Edson Vendruscolo. “Só fica o desafio climático porque não temos certeza se teremos chuva na segunda quinzena de abril e maio, o que pode desafiar o potencial produtivo da segunda safra.”

 

Avanços na gestão

Para crescer de forma consistente e sustentável, o grupo O Telhar conta com a ajuda da Bayer para investir continuamente em novas tecnologias e capacitar os seus colaboradores. “Hoje temos uma gama de ofertas de cultivares e de tecnologia que vão trazendo benefícios e assim podemos ter um manejo muito mais estruturado e de forma mais elaborada”, diz Vendruscolo. Ele cita como exemplos de avanço a adoção do algodão Bt, a oferta de cultivares com maior potencial produtivo e agroquímicos eficazes no combate às doenças como a ramularia.

Além de apostar em tecnologia, o grupo O Telhar valoriza serviços com especialistas que auxiliam na tomada de decisões na fazenda. Por meio do resgate por pontos na Rede AgroServices, o grupo já resgatou consultorias e workshops com foco em liderança e gestão de desempenho. “É sempre interessante ter a oportunidade de receber o suporte de uma consultoria. Sem dúvidas, recebemos uma visão externa e troca de informações muito útil”, afirma Vendruscolo. Confira aqui os serviços de gestão para regate na Rede AgroServices.

De acordo com o diretor de operações, esse é um investimento importante que permite planejar melhor a safra, engajar os funcionários e consequentemente conquistar melhores resultados na colheita. “A consultoria envolveu todos os nossos diretores, gerentes e coordenadores. Sem dúvidas, é algo que motiva e traz uma diferenciação para os nossos líderes. O desenvolvimento de pessoas e da capacidade cognitiva é importante para que todos consigam trabalhar em um projeto em comum”, diz ele.

O diretor de operações do grupo O Telhar acredita que as consultorias ajudam a empresa a se modernizar e acompanhar as mudanças no agronegócio. “Estamos entrando numa era de agricultura cada vez mais digital. Deixamos de ser um simples agricultor, precisamos desenvolver a liderança e entender o novo processo de aculturamento na agricultura”, opina Vendruscolo. “A Rede AgroServices é uma ferramenta interessante e útil que traz benefícios para nós. Deixamos de ter um desembolso de capital do caixa para contratar os serviços, essa é uma forma de economizar”, diz Vendruscolo.

Avanço na área plantada e aumento de produtividade significam mais dinheiro no campo em todos os sentidos. O investimento em insumos tende a ser mais elevado e, já que o algodão é uma cultura de custeio mais elevado em comparação com outras commodities, o Grupo O Telhar decidiu ficar mais atento com a segurança. Após ter sofrido ocorrência de furto de produtos em duas fazendas, optou-se por não manter os defensivos químicos na fazenda e contratar o serviço de armazenagem na Rede AgroServices especialmente para guardar os insumos do algodão, resgatando a oferta da parceira Bravo, de Cuiabá. “Hoje a cultura do algodão tem um custo significativo em agroquímicos e pensamos na questão da segurança. Com o armazém, não temos o risco de exposição do produto e não temos preocupação com a possibilidade de furtos e roubo”, conta Vendruscolo.

 

Safra recorde

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também tem uma visão otimista para o cultivo. Após o recorde de produção de 2,1 milhões de toneladas de algodão na temporada 2017/2018, novamente o setor espera um recorde, com a estimativa de atingir 2,5 milhões de toneladas nesta safra. “Estamos plantando algodão numa janela melhor, terminando de plantar mais cedo. A expectativa é que vamos ter uma colheita boa e atingir uma safra recorde com certeza”, afirma o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. “O cultivo de algodão é realizado por produtores que utilizam o melhor pacote tecnológico. A possibilidade de termos uma qualidade de pluma melhor do que nos anos anteriores também é grande.”

Os produtores brasileiros deverão colher mais, no entanto, a demanda brasileira para a indústria têxtil nacional deverá se manter estável. Por essa razão, o Brasil deverá exportar mais algodão, com estimativa de embarques de 1,5 milhão de toneladas da pluma. Esse resultado aguardado deve posicionar o Brasil como o segundo maior exportador de algodão do mundo, de modo a ultrapassar a Austrália e ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Embora a estimativa de safra recorde seja uma notícia positiva, o aumento das exportações também pode desafiar o setor. “Como vamos ter um volume maior para exportar, o escoamento tem que ser mais planejado. Talvez a gente tenha que alongar o período de exportação e uma parte da produção deixe para ser exportada no primeiro trimestre de 2020”, afirma Garbugio.

A recomendação ao produtor é que planeje melhor a comercialização e as entregas do algodão. O ideal é ter um cenário de previsibilidade, com melhor controle dos custos. “O produtor deve se programar, não deixar as vendas para a última hora e cumprir os contratos no tempo certo. O algodão é um produto que se vende muito antecipado”, afirma o presidente da Abrapa. “O produtor que tem uma boa semente, planta bem em janela normal e tem bons tratos culturais, com o tempo correndo bem, com certeza vai ter uma boa colheita e de qualidade.”

De acordo com Garbugio, por ser armazenado à céu aberto, o algodão não enfrenta problemas de déficit de armazenagem. No entanto, o frete para transportar o produto pode reservar surpresas. “A nossa dificuldade é o frete. O frete para os portos é muito alto e com o volume maior de algodão o fluxo de navios pode ficar complicado. Precisaremos de organização nos portos”, diz Garbugio.

A Rede AgroServices oferece várias ofertas de serviços de gestão para o agronegócio que podem ser resgatados por pontos na plataforma digital.

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COPYRIGHT © BAYER S.A - Última atualização: 13/06/2019 (1.0.2895)