Skip links

23.02.2018

Veja os 9 principais certificados do alimento sustentável

Produção certificada é uma ferramenta para manter clientes, ganhar novos mercados e aumentar a eficiência

Frank Edwin Duurvoort – Rede AgroServices

Foto: Fotokostic/Shutterstock
(Foto: Fotokostic/Shutterstock)

Consumidores exigem, cada vez mais, garantias de boas práticas para os alimentos que consomem. É uma demanda crescente por transparência, sustentabilidade e rastreabilidade, que mobiliza consumidores no Brasil e no mundo inteiro. Nessa busca por melhor qualidade de vida, as pessoas dão mais valor a alimentos mais saudáveis, produzidos por uma agricultura que respeita a natureza, a comunidade e seus trabalhadores. Por conta disso, indústrias, tradings e varejo buscam cada vez mais produtos com certificação de boas práticas agrícolas e responsabilidade socioambiental. O produtor que ignorar essa realidade não perde apenas mercado e renda: deixa de aproveitar uma boa oportunidade para ser mais eficiente e competitivo.

 

Consciente dessa tendência global de consumo, em 2009 a Bayer criou o programa Valore, um serviço de apoio a produtores rurais que buscam certificar a sua produção agrícola nos padrões internacionais de boas práticas. Os consultores do Valore orientam o produtor no caminho que ele deve percorrer para cumprir com os requisitos da certificação que ele deseja, incorporando boas práticas de gestão, manejo e responsabilidade socioambiental. O processo de certificação compreende três etapas – diagnóstico e plano de ação, implementação de boas práticas e auditoria. O processo também gera ganhos de eficiência e produtividade, com uma boa relação custo-benefício: o retorno com economia em uso de insumos, horas de trabalho e multas costuma superar o valor investido no processo de certificação, além de promover a longevidade do negócio do produtor certificado.

 

Existem diversos certificados voluntários internacionais de boas práticas, cada um com própria entidade, seus critérios e culturas abrangidas. Apesar das critérios diferenciados de cada certificação, o que cada processo busca aferir são boas práticas de manejo e de proteção ambiental, boas relações com a comunidade local e respeito à legislação trabalhista em vigor. O programa Valore está alinhado com as principais certificações internacionais para todas as culturas, como da soja, milho, cana-de-açúcar, citros, café, cacau, chás, frutas e vegetais. O programa Valore faz parte do programa de pontos da Rede AgroServices.

Conheça os principais certificados voluntários reconhecidos internacionalmente

 

RTRS: A Associação Internacional de Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy) emite a principal certificação internacional para as culturas da soja e do milho. Iniciativa pioneira, a entidade sem fins lucrativos é formada por representantes da cadeia de valor da soja, como produtores, indústria e tradings nos principais países produtores. A Bayer tem acordo de cooperação com a RTRS.

 

Bonsucro: A Bonsucro e uma organização sem fins lucrativos formada por representantes da cadeia de valor da cana-de-açúcar. A Bonsucro oferece dois processos de certificação, um para produtores e usinas e outro para tradings e indústrias alimentícias. O setor sucroalcoleiro brasileiro tem forte presença na entidade, com a primeira certificação de etanol combustível da história da entidade.

 

GLOBALG.A.P.: A GLOBAL.G.A.P. é um programa de boas práticas agrícolas (Good Agricultural Practices) instituído por supermercados europeus no final da década de 90, visando aumentar a confiança do consumidor na origem e salubridade dos alimentos que comercializam. A certificação GLOBALG.A.P. cobre uma grande variedade de frutas (inclusive cítricos), verduras, chá, flores, lúpulo, peixes e culturas anuais. Recentemente os supermercados brasileiros anunciaram a versão nacional do GlobalG.A.P, o LocalG.A.P que será exigido pelos supermercadistas brasileiros.

 

 

Fairtrade International: A Fairtrade é uma organização sem fins lucrativos que promove práticas justas e responsáveis na produção e comércio de alimentos e também alguns produtos não-alimentícios. O selo da Fairtrade certifica o exercício de boas práticas socioambientais na produção e comercialização de uma mercadoria. Também atesta que o produtor daquele item recebeu uma remuneração digna pelo seu trabalho. A certificação Fairtrade cobre uma grande variedade de frutas, café, algodão, cana-de-açúcar, arroz, chá, flores, especiarias e mel, entre outros produtos.

 

 

UTZ e Rainforest Alliance: Em janeiro de 2018, a UTZ e a Rainforest Alliance (RA) deram início a um processo de fusão. Os processos de certificação de ambas as entidades passam por um período de integração. A UTZ é o maior programa do mundo de sustentabilidade para o café. A entidade sem fins lucrativos também certifica boas práticas nas culturas do cacau, chás e avelã. Oferece treinamento para produtores interessados em certificação. Além de café, cacau e chás, a RA certifica boas práticas nas culturas da banana, dendê e pecuária de corte, entre outras.

 

 

FSC: O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, seção brasileira da organização não-governamental Forest Stewardship Council, é o principal órgão de certificação de boas práticas de manejo florestal do país. Há mais de 6 milhões de hectares de florestas certificadas no Brasil entre áreas de florestas nativas e plantadas. O país ocupa o 7º lugar no ranking total do sistema FSC.

 

 

RSPO: A Roundtable on Responsible Palm Oil é uma organização sem fins lucrativos que promove padrões mundiais de sustentabilidade na produção de óleo de palma. A RSPO congrega mais de 3 mil empresas envolvidas na da cadeia produtiva do óleo de palma, como também indústrias de bens de consumo, bancos e investidores e entidades de ação socioambiental.

 

MSC: A Marine Stewardship Council (MSC) é uma organização não-governamental fundada em 1997 para promover práticas sustentáveis na indústria pesqueira mundial. A MSC recompensa as empresas que adotam a pesca sustentável. O programa de certificação da MSC está aberto a todas as pescarias de captura selvagem, mas não inclui a criação de peixes em cativeiro.

 

 

Você pode sugerir pautas para a redação da Rede AgroServices. É só mandar um e-mail para falecomoeditor@imgcontent.com.br.