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07.12.2017

Dicas do CESB: as boas práticas da alta produtividade

Coordenador técnico do CESB oferece dicas de manejo em artigo exclusivo para a Rede AgroServices

João Pascoalino – Comitê Estratégico Soja Brasil

Foto: Fotokostic/Shutterstock
(Foto: Fotokostic/Shutterstock)
A alta demanda pela soja converge diretamente para a necessidade do aumento da produtividade por área plantada. Uma série de fatores produtivos permitem o sucesso da atividade agrícola, com sustentabilidade e rentabilidade. Entretanto, quais ações de manejos podem fazer a diferença na obtenção de um ambiente de alta produtividade? A principal dica é discutir as técnicas e conceitos agronômicos de forma conjunta, afinal de contas a lavoura possui muitas facetas, mas com um único objetivo, a produtividade.
 

O diagnóstico do solo

Um bom diagnóstico favorece um eficiente manejo. Logo, o sucesso para o correto perfil de solo está na obtenção de informações sobre as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Saber o máximo sobre essas propriedades dará o direcionamento para o correto manejo, e consequentemente a necessidade ou não de intervenções, sejam elas de cunho cultural ou mecânica.

A análise de solo, aqui considerando: levantamentos das propriedades físicas (índice de resistência a penetração, textura, capacidade de retenção de água e etc), químicas e biológicas é a principal ferramenta de diagnóstico, uma vez que, realizada corretamente gera informações do solo que permite o correto manejo da compactação, correção e adubação do solo. De acordo com a EMBRAPA e ABRACAL, existe o risco de os produtores perderem parte dos investimentos com adubação, pelo simples fato de adiar a correção do solo.

Qualidade das sementes

A qualidade das sementes se resume em quatro atributos: genético, físico, fisiológico e sanitário. A certificação de que todos esses atributos estão dentro dos padrões de qualidade garante uma semente de qualidade. Entretanto, a ABRASS estima que aproximadamente 30% da safra brasileira em 2015/2016 de soja foi semeada com sementes piratas. A consequência disso são sementes de qualidade inferior com potenciais riscos fitossanitários, uma vez que as sementes são veículo de doenças (a exemplo o mofo branco), podendo contaminar as lavouras, bem como reduzir a produtividade.

Proteção de plantas

O correto manejo de plantas invasoras, pragas e doenças é primordial em lavouras de altas produtividades. Mas promover a proteção das plantas para diminuir a incidência de pragas e a evolução das doenças não é uma simples tarefa. De acordo com dados recolhidos pelo CESB, áreas de altas produtividades não permitem erros de manejo, uma vez que essas áreas são mais sensíveis e qualquer manejo errado pode reduzir significantemente a produtividade.

Veja algumas táticas de manejo comumente utilizadas em áreas de alta produtividade e que podem fazer a diferença se bem-feitas.

- Diagnosticar, levantar e monitorar continuamente as principais plantas invasoras, pragas e doenças existente na área;

- Instalar área de refúgio e rotacionar mecanismos de ação e princípios ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, com o intuito de evitar problemas de resistência ao controle químico;

- Utilizar produtos de precedência, ou seja, de primeira linha, além de respeitar a bula do produto seguindo as orientações;

- Monitoramentos frequentes, observando a eficiência das operações de controle;

- Manejar considerando as condições climáticas e período do dia que confere maior eficiência de utilização dos produtos e;

- Buscar a qualidade de aplicação, sempre se atentando nos quesitos: utilizar equipamentos conservados, pontas em bom estado e taxa de aplicação adequada.

Produtividade

Diagnostico é 50% do sucesso de uma lavoura de alta produtividade. As decisões de manejo precisam ser tomadas considerando os efeitos somatórios entre as práticas adotadas. Conhecer o solo, investir na qualidade das sementes, na correta adubação e no controle de plantas invasoras são o início de uma boa produtividade. A operação do maquinário também merece muita atenção.

A cada ano o Desafio Nacional do CESB, demonstra em números que as áreas que ultrapassaram a barreira de 100 sacas por hectare têm aumentado, já que produtores e consultores estão adequando e/ou utilizando corretamente as técnicas disponíveis. O CESB mantém a filosofia da “engenharia reversa”, que busca constantemente informações diretamente do campo.

 

 

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