Skip links

31.08.2017

Terraceamento: 6 dicas para fazer curva de nível corretamente

Aprenda mais sobre esta técnica antiga e eficiente de conservação de solo

SF Agro

Fazendas verticais: produção pode atingir o triplo da agricultura convencional
(Foto: Alf Ribeiro/Shutterstock)
O terraceamento, conhecido também como curva de nível, é uma técnica utilizada para barrar a água em terrenos com declives. A tecnologia é considerada uma boa prática agrícola, que beneficia as lavouras por meio da conservação do solo. Os principais objetivos do terraceamento são manter a camada fértil do solo e o potencial produtivo da área cultivada.
 

De acordo com Lauro Nogueira Junior, pesquisador em gestão ambiental e recuperação de áreas degradadas da Embrapa, o terraceamento é recomendável para todos os tipos de solo. Porém, não se trata de uma solução única. “As práticas conservacionistas se complementam e para serem mais eficientes devem ser usadas em conjunto”, diz o pesquisador. Outras técnicas de conservação do solo destacadas por ele são o plantio em nível, a manutenção permanente de cobertura vegetal (viva ou morta) no solo, cordões de vegetação (fileiras de plantas perenes de crescimento denso dispostas em contorno) e o plantio direto.

Segundo o pesquisador, embora a técnica seja popular em várias regiões produtoras, muitos agricultores ainda podem ter dificuldades para colocar a tecnologia em prática. “Os produtores usam técnicas muito avançadas e não se atentam para tecnologias já consolidadas, porém antigas, como o uso de terraços em lavouras anuais e pastagens”, diz Nogueira Junior. Confira as recomendações para realizar o terraceamento de forma adequada.

1 – Quando fazer o terraceamento?

O terraceamento pode ser feito em áreas com a partir de 1% de declividade. Segundo Nogueira Junior, a técnica é recomendada para áreas que apresentam sinais de erosão, sejam eles laminar ou em sulco, que podem ser detectados após um dia chuvoso.

2 – Quem pode fazer?

Qualquer produtor pode fazer o terraceamento, afirma o pesquisador da Embrapa. Para isso, é necessário ter um trator de mais de 50 cavalos e um arado. Para quem não tem os equipamentos, uma opção é investir na contratação do serviço das máquinas e dos implementos.

3 – Quando não é recomendável?

Não existe uma contraindicação. Mas, em áreas onde a declividade ultrapassa 15%, o especialista recomenda que técnicos com experiência sejam chamados para fazer o terraceamento. Como o risco de acidentes nesse tipo de terreno é maior, é importante ter o acompanhamento de um profissional.

4 – A técnica se aplica a qualquer tipo de solo?

Todos os tipos de solo podem receber o terraceamento. “Recomendo que mesmo em solos menos susceptíveis a erosão, por exemplo, os solos argilosos cultivados com culturas anuais, seja realizado o terraceamento”, afirma o pesquisador.

5 – Quais são as vantagens?

As principais vantagens dessa prática são a redução da erosão laminar e em sulco. Com isso, fica mais fácil manter a camada mais fértil do solo e evitar o assoreamento. Outra vantagem é reduzir o escorrimento superficial da água, conservando esse recurso no solo.

6 – Qual é o erro mais comum?

Ao realizar o terraceamento, o principal erro é o subdimensionamento dos terraços, ou seja, a técnica é aplicada em índices menores do que realmente seria necessário na área. Isso acontece porque o produtor quer economizar combustível e tempo nas operações de preparo do terraço, especialmente em terrenos mais arenosos, o que resulta em curvas de nível menores.

Leia esta matéria na íntegra no site da SF Agro.

Agora você pode sugerir pautas para a redação da Rede AgroServices. É só mandar um e-mail pra gente: falecomoeditor@imgcontent.com.br